7 de Agosto de 2013

Report: notícias

g4: materialidade no centro das atenções

Como definir o que é relevante para uma organização e para os públicos com os quais se relaciona à luz da nova versão das diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI)? De que modo levar isso para a gestão e, assim, garantir sintonia entre a estratégia do negócio e as prioridades socioambientais? Perguntas como essas marcaram o segundo dos encontros promovidos pela Report para conversar com empresas brasileiras sobre a G4, lançada em maio na Conferência Global da GRI, em Amsterdã.

A reunião faz parte de um calendário que se estende até o mês de setembro, em São Paulo, com debates em torno de aspectos relevantes da quarta geração das diretrizes – como governança, cadeia de valor e engajamento. Na última terça-feira, o encontro reuniu representantes de organizações como CSN, Cielo, Santander, Bradesco, Natura, Caixa Econômica Federal e Duratex para discutir um dos pontos de mudança mais significativos: a materialidade.

Para contextualizar o tema, Estevam Pereira, diretor executivo da Report, retomou as origens do conceito – nascido no mercado financeiro, no período pós-crise de 1929 – e explicou de que modo o campo da sustentabilidade se apropriou dele. “Nos últimos anos, diversos movimentos, como o de relato da sustentabilidade promovido pela GRI e o de relato integrado, passaram a torná-la essencial para que qualquer empresa consiga comunicar, de modo claro e eficiente, seu desempenho e suas práticas.”

A noção de materialidade – seja como princípio norteador do conteúdo, focado no que é relevante, seja como processo para mapear temas críticos – é um passo obrigatório para as empresas que desejam adotar a G4 como modelo de relato GRI. Da definição de indicadores e dados a serem reportados até a publicação dos documentos, todas as atividades devem considerar a percepção da companhia e de seus públicos de relacionamento sobre quais temas devem ser priorizados na gestão e na comunicação do desempenho.

No encontro, a equipe da Report detalhou as inovações do novo texto das diretrizes. Uma delas é o passo a passo proposto pela GRI para que as empresas desenvolvam os processos de materialidade. Com o percurso identificar > priorizar > validar > revisar, o objetivo é mapear e estabelecer ações para gerir os diferentes impactos e aspectos que envolvem um negócio, considerando desde o contexto de sustentabilidade do setor e a inclusão de stakeholders até o envolvimento direto da alta gestão – que deve avalizar os temas identificados, de forma a estimular sua inserção na estratégia da empresa.

A escolha dos indicadores a relatar, a opção por um formato inicial ou mais aprofundado permitida pela G4 e a necessidade de incluir a cadeia de fornecedores na abordagem foram outros pontos desafiadores debatidos.

A Report também apresentou sua metodologia para processos de materialidade e o estudo “Materialidade no Brasil”, produzido pela Report em 2012, que mapeou as práticas corporativas em relação ao tema no contexto nacional.

Entre as conclusões da pesquisa, está a baixa frequência de metas atreladas aos temas materiais (17 de 195 relatos analisados) o que aponta que a G4 exigirá das companhias mudanças na forma de encarar seus processos. “No fundo, o que a GRI quer é incentivar o uso da materialidade, também, nas tomadas de decisão e estratégias da alta liderança”, acredita Estevam Pereira.

O calendário se estende até setembro, com mais três encontros com os temas engajamento, governança corporativa e cadeia de suprimentos. Para participar desses diálogos, que têm inscrição gratuita e vagas limitadas, envie e-mail para diogo@reportsustentabilidade.com.br ou ligue: 11 3246 3040.

 

+ Saiba mais sobre o primeiro encontro aqui

+ Leia e baixe o estudo “Materialidade no Brasil: Como as empresas identificam os temas relevantes” aqui.