28 de Janeiro de 2014

Report: notícias

g4: nova forma de checar o relatório

Dentre as muitas mudanças trazidas pela nova versão das diretrizes Global Reporting Initiative (GRI), a G4, uma das mais radicais está na forma como a GRI passa checar e validar os  relatórios de sustentabilidade conduzidos de acordo com a metodologia. 

Se, antes, os relatos recebiam qualificações do nível de aplicação (A,B e C), que eram concedidas com base na quantidade e tipo de indicadores relatados, a partir de agora, o único selo será o “Materiality matters”, isto é, a “Materialidade importa”, que poderá ser aplicado na capa ou contracapa do relatório aprovado pela GRI.
 

Exemplos dos selos que poderão ser aplicados nos relatórios G4 aprovados pela GRI.
 
A ideia, nesse novo modelo de checagem e validação, é avaliar se o estudo de materialidade foi realmente levado em conta na estratégia e nas ações de sustentabilidade da empresa relatora. Diante de uma mudança tão relevante, a Report Sustentabilidade reuniu algumas dicas paras as empresas que vão relatar usando as diretrizes G4:
 
  • A checagem do “Materiality matters” se aplica somente a um grupo de indicadores: os que vão de G4-17 a G4-27 e são voltados para temas essenciais, como definição de aspectos materiais, seus limites e o envolvimento de stakeholders. Para garantir o selo, é fundamental que esses indicadores estejam corretamente alocados e identificados na tabela GRI; 
  • Uma das novidades da G4, os disclosure labels, marcadores que indicam o reporte dos indicadores, devem estar visíveis e corretamente localizados no relatório;
  • A checagem deve ser feita na versão final do relatório. Isso implica que, após a checagem, não pode haver alterações na tabela GRI, no número das páginas relacionadas aos indicadores ou em qualquer trecho do texto. Caso seja realizada qualquer mudança no documento aprovado, a checagem perde seu efeito e a empresa relatora deve retirar o ícone do “Materiality matters” e qualquer referência à checagem de seus materiais de divulgação;
  • Quando a tabela GRI remeter a documentos externos, eles devem estar identificados pelo nome e a fonte, além de estarem publicamente disponíveis e em locais de fácil acesso. Também devem ser identificadas as tabelas e seções onde consta a informação. 

 

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