17 de Dezembro de 2014

Report: notícias

novo estudo sobre materialidade apresentado na Abraps

O lançamento da versão G4 das diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI) e do framework de relato integrado do International Integrated Reporting Council (IIRC) causou, nos últimos dois anos, transformações na forma com que as empresas brasileiras divulgam resultados financeiros e socioambientais. Para analisar esse cenário, desde 2012 a Report monitora as práticas das empresas na definição de temas relevantes, lançando uma série de estudos sobre Materialidade no Brasil.

Uma terceira edição será divulgada em março de 2015 – e uma prévia dos resultados foi apresentada nesta terça-feira pelo diretor de planejamento da Report, Álvaro Almeida, no encontro de fim de ano da Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade (Abraps). O evento ocorreu no Le Pain Quotidien, no Itaim Bibi, zona oeste de São Paulo.

                                                  

A pesquisa “Materialidade no Brasil” de 2012 (acesse aqui) contempla um universo de mais de 190 relatos e quase 100 processos de materialidade, realizados por empresas de diversos setores e portes. Com base no descritivo apresentado em relatórios anuais e de sustentabilidade, foi possível mapear as formas de consulta, engajamento e priorização que levam as organizações a definir seus temas mais importantes de gestão (matriz de materialidade). Além da primeira edição, em 2013 foi lançado “Materialidade no Brasil: um ensaio qualitativo”, que analisa quatro processos conduzidos por empresas nacionais (para ler, clique aqui).

Na nova versão do estudo, foram identificados relatos de 117 empresas. Os desafios mapeados em 2012 – a dificuldade de desdobrar as consultas para a estratégia e a gestão, por exemplo – começaram a ser trabalhados. Do universo abordado, 70% das companhias realizaram processos de materialidade, um aumento de 20% em comparação ao estudo anterior, e, desse grupo, 93% realizam consulta a stakeholders diversos – como clientes, fornecedores, consumidores e especialistas – para identificar temas de gestão. Do total de empresas que fizeram materialidade, a Report foi responsável por 34% dos processos.

Uso na estratégia

Outro destaque é o estabelecimento de metas para temas materiais: 62% das empresas afirmam fazê-lo em seus relatórios, o que indica um desdobramento para a governança estratégica. “O lançamento da G4 e a introdução dos conceitos de relato integrado impulsionaram a consolidação dos processos de materialidade. A pesquisa nos ajuda a visualizar de que modo eles são realmente incorporados ao dia a dia das empresas”, afirma Álvaro Almeida.

Líder na condução de processos de materialidade no Brasil, a Report possui uma metodologia própria, sintonizada com as diretrizes GRI e de relato integrado, que pressupõe a participação da alta gestão na validação dos temas relevantes. Esse é um dos pontos de avanço identificados no novo estudo: 62% das companhias envolveram sua liderança no planejamento. “É um sinal de mudança. Antes, a materialidade era muito atrelada à produção de relatórios e raramente tinha outros usos. Hoje, pode ser um instrumento decisivo para a produção de estratégias sintonizadas com os impactos dos negócios”, conclui Álvaro.