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10 de Setembro de 2013

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4º encontro g4 - governança: como atender novas exigências para reportar

 

Poucas companhias conseguem incluir valores intangíveis nas estratégias e modelos de negócio, sobretudo quando falamos de impactos indiretos e riscos potenciais. Explicitar os processos para tomada de decisão nas empresas é o grande desafio de transparência proposto pelos especialistas em governança corporativa.

Em 2001, a fraude na empresa Enron baseou-se na apresentação aos investidores de resultados financeiros que não condiziam com a saúde da empresa. Na época, a organização acumulou dívidas em papeis que chegaram a US$100 bi. Este caso foi o primeiro de uma série relacionada a problemas de governança em grandes empresas norte-americanas e europeias como Parmalat Tyco, Royal Ahold e WorldCom. Por outro lado, despertou debates e mecanismos para garantir maior clareza na gestão, como a lei Sarbanes-Oxley, que em 2002 estipulou onze elementos básicos de prestação de contas e transparência.

No Brasil, o lançamento do Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa, pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) em 1999, foi um marco nas discussões sobre o tema. As revisões do documento - a última realizada em 2010 - expandiram a aplicação dos princípios do Código, deixando de se limitar apenas aos Conselhos de Administração e definindo governança corporativa como “o sistema pelo qual as organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre proprietários, Conselho de Administração, Diretoria e órgãos de controle”.

Os quatro princípios básicos sinalizados pelo IBGC são transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa. Este último reforça que o papel de decisão sobre os temas de sustentabilidade envolvem participação das esferas diretivas das organizações. O contexto de crises econômicas na última década e instabilidade das organizações reforçou o papel das boas práticas de governança como importante elemento de sustentabilidade. A dinâmica dos processos decisórios das empresas, portanto, passaram a ocupar um espaço entre os pilares do triple-bottom line.

Neste cenário, o relato corporativo também tem a função de trazer elementos sobre a governança das organizações, o que foi reforçado na última geração de diretrizes da GRI, a G4. De modo geral, os denominados “itens de perfil” na última versão de diretrizes (G3) passaram, na G4, a requerer mais detalhes sobre as estratégias e o processo de elaboração do relatório, com destaque para uma nova seção denominada “ética e integridade”.

Como vimos anteriormente, está entre os objetivos da G4 aproximar as lideranças das organizações aos temas não financeiros e aumentar a integração destes temas às informações financeiras. Por isso, a GRI propõe uma abordagem mais complexa e detalhada sobre o relato das informações sobre governança. Um retrato disso é o aumento de 10 para 22 itens que devem ser respondidos no nível mais completo de reporte (Comprehensive).

Entre os principais destaques em governança, a G4 encoraja as empresas a relatarem quais são as estratégias e metas relacionadas à mitigação de seus impactos e riscos e, também, sobre como é avaliado o desempenho dos órgãos de governança. Outros itens buscam detalhar o papel dos órgãos de governança na gestão desses riscos e no relato da sustentabilidade - questão que tenta aproximar ainda mais o processo de relato da liderança. Contudo, a principal novidade é a necessidade de reportar os critérios de remuneração e incentivos, bem como de recrutamento, motivação e retenção de executivos para alcançar objetivos estratégicos - claro, com referências aos impactos econômicos, sociais e ambientais.

Desafiadoras, as demandas da GRI deverão esbarrar em restrições no relato, sobretudo em as empresas que tratam da remuneração, por exemplo, como informação de cunho confidencial. No entanto, ao explicitar tais critérios e estratégias abrigados na governança corporativa, as organizações demonstram com qual qualidade e seriedade os temas críticos são endereçados.

Veja como foram os encontros anteriores:

3º encontro - a dimensão do engajamento demandado pela GRI e pelo mercado

2º encontro - materialidade: ferramenta central da sustentabilidade

1º encontro - mapa para o caminho da sustentabilidade

 
 
 
 
9 de Setembro de 2013

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índice de progresso social pode medir o desenvolvimento de um país

Professor da Harvard Bussines School e um dos mais notórios especialistas mundiais em competitividade. Com essas credenciais, Michael Porter vem capitaneando a iniciativa Social Progress Imperative, uma entidade sem fins lucrativos que reúne diversas organizações com a missão de promover o avanço do bem estar social e das condições de vida de milhões de pessoas em todo o mundo, apoiando governos, sociedades civis e entidades privadas a identificar pressões sociais e problemas ambientais para realizar mudanças em larga escala.

Fernando Badô*

O primeiro projeto do Social Progress Imperative é o Índice de Progresso Social, que classifica 50 países de acordo com seu desempenho em indicadores sociais e ambientais. O Brasil está entre os países avaliados e seu desempenho foi razoável. É o 18º da lista e, embora, tenha sido o melhor entre os países do BRICS, grupo que também engloba China (32º) Rússia (33º), África do Sul (39º) e Índia (43º), ficou atrás de vizinhos da América Latina como Costa Rica (12º), Chile (13º) e Argentina (15º).

Michael Porter apresentou o IPS ao público brasileiro durante a Conferência Ethos 2013, realizada em São Paulo, entre os dias 3 e 5 de setembro. Em entrevista, ele afirma que há diferentes níveis de progresso social no mundo mesmo em países com sucesso econômico similar e que uma empresa lucrar com desenvolvimento social tem que ser visto como algo positivo.

(Michael Porter na Conferência Ethos 2013 / foto: divulgação Instituto Ethos)

Em que o Índice de Progresso Social (IPS) é diferente de outros índices?

O IPS excluiu indicadores econômicos do cálculo. Normalmente, o desempenho econômico, especialmente o PIB, tem grande influência no resultados das medições. No nosso caso, utilizamos apenas indicadores ambientais e sociais. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), da ONU, e o Better Life Indicators, da OCDE, por exemplo, são muito influenciados por indicadores como PIB per capita e outras medições econômicas. Além disso, o IDH acaba “mascarando” alguns desafios para países com alta pontuação. A Suécia e outros países com pontuação alta no IDH têm baixa pontuação em sustentabilidade ambiental no IPS.

Mas outros índices já não faziam isso, o FIB (Felicidade Interna Bruta), por exemplo?

O FIB é um indicador interessante, e gostamos de medir a felicidade das pessoas. Mas a questão é outra, é mensurar o que causa essa felicidade. Com o IPS é possível entender as razões dessa felicidade, não apenas quão intensa ela é.

E por que excluir os dados econômicos da medição?

Claro que há uma correlação entre desenvolvimento econômico e progresso social. Por isso temos Suécia no topo da lista e Etiópia na posição mais baixa. Contudo, há desempenhos diferentes de progresso social em países com PIB per capita similares, e isso não é explicado pelo sucesso econômico. Gana e Nigéria, por exemplo. O primeiro ficou na 41ª posição, e o segundo foi o penúltimo colocado. Há países de renda altíssima que não têm se saído muito bem, como os Emirados Árabes (19º), e países com renda relativamente baixa que têm obtido resultados notáveis, como a Costa Rica (12º).

Qual é a fonte dos dados?

Além de rigorosas análises estatísticas, levantamos os melhores dados disponíveis de cada país, desde que fossem de fontes internacionalmente reconhecidas, como o Banco Mundial e a Organização Mundial da Saúde. 

O IPS pode ser utilizado como ferramenta governamental?

O IPS já foi adotado como ferramenta social oficial no Paraguai e na Costa Rica. Queremos que governos de outros países o utilizem como uma ferramenta de gestão. E ela é interessante nesse sentido pelo potencial de alinhar a agenda social de governos, ONGs e empresas. No Brasil, o progresso social será imprescindível para a estratégia nacional de desenvolvimento.

Mas em alguns países não pode haver questões chaves distintas em diferentes regiões?

Sim, é verdade. Inicialmente a medição do IPS é realizada âmbito nacional. Mas sabemos que muitas coisas ocorrem em níveis diferentes em determinadas regiões de um país. Em países de território enorme, como o Brasil, isso é comum. Queremos poder medir o IPS em diferentes níveis regionais, quem sabe por estado.

Como o senhor avalia o desempenho do Brasil na lista?

O Brasil mostra conquistas importantes em questões relacionadas com o progresso social, mas dentro de um cenário de desigualdade persistente estrutural. Mas percebe-se que é um país comprometido com esse progresso, até por programas governamentais. Como umas das principais economias emergentes e, ao mesmo tempo, detentor de recursos naturais valiosos, tem uma oportunidade de se tornar líder mundial em progresso social.

E por que superamos os demais países do BRICS?

Porque o Brasil tem se mostrado mais eficiente em transformar crescimento econômico em desenvolvimento social. Além disso, há menos barreiras políticas no Brasil do que nos outros BRICS. Porém, comparado a outros países, o desempenho brasileiro em relação ao PIB ficou apenas na média. Isso sugere que há espaço para melhorar essa taxa de progresso social. Isso também fica claro quando há protestos, como os que recentemente ocorreram no país. Se há manifestações, as pessoas não estão felizes. E o índice é capaz de identificar as insatisfações.

Como?

Há subdados relacionados a cada tema e a cada indicador que revelam os pontos críticos de cada país. No Brasil, a segurança pessoal é um tema que merece atenção urgentemente. O país ficou em 45º lugar entre os 50, muito devido às altas taxas de homicídios. O respeito às mulheres também é um ponto de preocupação, apesar de o país ter recebido a segunda melhor avaliação em respeito a minorias.

O senhor crê que na adoção do IPS por empresas?

O setor privado vive um momento de evolução do modo como ele próprio se enxerga. Hoje, percebem que se envolver com a sociedade, com as comunidades, gera oportunidade para beneficiar e alavancar o negócio. Esse envolvimento não se dá mais por caridade, é uma questão de resultados, de lucro. De nossa parte, é preciso abrir a cabeça e deixar de lado o ceticismo contra o setor privado. Se uma empresa pode lucrar com o desenvolvimento social, isso é algo altamente positivo. É claro, sempre haverá empresas ruins, mas a tendência é que se tornem minoria.

O IPS vai passar por melhorias?

Sim. Agora que já identificamos as melhores fontes de dados, fica mais fácil incluir mais países na base comparativa. Queremos já para 2014 ampliar a lista para 100 países. Além disso, para os próximos anos, poderemos comparar dados históricos de cada país e acompanhar o progresso dele. Nessa primeira versão, o foco foi comparar o desempenho entre países. Além disso, em breve a mobilidade deve entrar no cálculo do IPS. É um aspecto muito importante para qualquer sociedade. Isso deverá incluir não apenas transporte, mas a capacidade e liberdade de deslocamento de pessoas com deficiência.

*Fernando Badô, editor na Report, esteve na Conferência Ethos 2013.

 

 
 
 
 
9 de Setembro de 2013

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resíduos: hora de novos avanços

O brasileiro acumula um quilo de lixo todos os dias. Apenas para comparar, na África cada pessoa produz quase metade desse volume (650 gramas) enquanto o “padrão” europeu é o dobro (mais de dois quilos/dia). Entre os materiais que vão parar nos lixões (40%) e os que são destinados à reciclagem (outros 40%), o Brasil perde R$ 8 bilhões por ano por enterrar parte do lixo que poderia ter um novo uso, após a reciclagem.

- parte 3

 

 

Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, 51,4% do lixo descartado no País é de matéria orgânica. Os demais itens (plástico, papel e papelão, vidro, aço e alumínio - veja as quantidades no gráfico acima) são materiais que poderiam ter uma nova utilidade reduzindo a demanda por novas matérias-primas virgens e reduzindo o impacto do resíduo no meio ambiente.

Até 2014, todos os lixões deverão ser eliminados do País, conforme previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos – uma oportunidade valiosa para o Brasil avançar no modelo de gestão de seus resíduos a partir de investimento público e empresarial. “Temos um arcabouço legal excelente e um ecossistema interessante, com 40 milhões de pessoas aprendendo a consumir. As empresas que quiserem liderar a nova economia precisam ousar mais, extrapolar as soluções tradicionais de gestão e evoluir para iniciativas apresentadas pela economia circular”, afirma Alexandre Fernandes, cofundador do EPEA Brasil.

A EPEA Brasil é parceira oficial da rede científica Environmental Protection Encouragement Agency (EPEA International), que defende o conceito Cradle to Cradle®, ou seja, criar negócios que fechem o ciclo dos materiais, respeitando o modelo da natureza e ampliando o valor dos produtos como fontes de matéria-prima. “Esquecemos o fenômeno das latinhas de alumínio no Brasil, que passaram por uma valorização sem que houvesse planejamento para isso e hoje têm vasta coleta, gerando renda para muitas pessoas. Falta entendimento e ousadia para inovar rumo à gestão de um ciclo que gere riqueza social, ambiental e econômica”, conclui Alexandre.

Qual o caminho?

Segundo Alexandre, é preciso olhar para os bons exemplos internos - o Brasil é líder mundial na reciclagem de latas de alumínio e garrafas PET. Em 2012, quase um terço dos resíduos secos coletados nas cidades foram recuperados no país (27%), dentre eles, as embalagens tiveram uma recuperação de 65,3%. A estimativa da associação Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre) é que o mercado de coletar, triar e processar os materiais recolhidos em indústrias de reciclagem gerou um faturamento de R$10 bilhões no ano passado.

As iniciativas empresariais ganham destaque e potencializam os rumos do que é viável para a gestão dos resíduos no país. A Suzano, por exemplo, extrai fibras de papel das caixas longa vida que recebe de volta por meio das cooperativas de catadores e produz um papel-cartão que se transforma em embalagens de Band-aid. Para cada 37 milhões de caixas recolhidas, 25 mil unidades de embalagens são produzidas a cada mês.

O Grupo Pão de Açúcar, dono de um dos mais antigos programas de coleta, existente desde 2001, disponibiliza estações de reciclagem para entrega voluntária de materiais em mais de 120 lojas. O projeto é uma parceria do Pão de Açúcar com a Unilever e da rede Extra com a P&G, totalizando um recolhimento de 80 mil toneladas de materiais que são doados para cooperativas de reciclagem parceiras.

Outras empresas inovam ao reduzir o uso de insumos no desenvolvimento de novos produtos e embalagens, como é o caso da linha Sou, da Natura. A empresa de cosméticos desenvolveu uma embalagem única para toda a linha que utiliza 70% menos de água e emite 60% menos de CO2 durante seu processo de fabricação. O interessante nesse exemplo é que foi desenvolvido um processo mais eficiente de produção, que gasta menos tempo, energia e insumos (a exemplo do corante, que foi abolido) para fabricar o produto.

 

(ciclo da linha Sou, fonte: divulgação Natura)

 

Os exemplos nacionais são interessantes, e, em alguns casos inovadores como o caso da TerpenOil. A empresa criada foi há menos de dez anos por um empreendedor que descobriu o negócio dos produtos de limpeza orgânicos, a base de insumos naturais e renováveis.

(ciclo para extração do óleo essencial dos produtos TerpenOil, fonte: divulgação TerpenOil)

Para Alexandre, do EPEA Brasil as grandes empresas são as que mais enfrentam dificuldades estruturais para criar novos padrões. “Nossas empresas falam em reduzir consumo de energia, trabalham com embalagens recicladas, e isso tudo já é uma obrigação nessa transição de economia. O que precisamos é substituir insumos, mudar os focos setoriais e usar de tecnologia para fazer verdadeiras e profundas mudanças”, explica. Como exemplos, cita os cases de destaque de Puma, Giroflex e Desso Carpets.

Viabilidade econômica, empregos e bem-estar

O mercado de resíduos significa lucro para empresas e, em especial, para um grupo que contribui muito para o ciclo de vida dos produtos no Brasil, os catadores. A reciclagem, neste caso, representa uma oportunidade de transformação pessoal, profissional e para o planeta.

O percentual retido pela categoria ainda é baixo – de cada 10 itens descartados, menos de 2 são recolhidos por catadores - mas há possibilidade de melhorar esse ganho por meio de investimentos públicos e de empresas parceiras em equipamentos tecnológicos e na qualificação da mão de obra nas cooperativas. Um exemplo é a aliança da Bolsa de Valores ambientais do Rio de Janeiro (BVRio) com o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), que desenvolveu o mercado de Créditos de Logística Reversa.

O sistema facilita o cumprimento da PNRS pelas empresas e aumenta a renda dos catadores, remunerando-os pelo serviço ambiental prestado à sociedade. “Esperamos que os créditos tornem-se mais uma opção para empresas e sociedade, contribuindo para estes grande desafio ambiental que temos à frente”, comenta Pedro Moura Costa, presidente da BVRio.

Ainda há dificuldades em medir a reciclagem, especialmente pela informalidade do mercado, ausência de dados oficiais consistentes e a dimensão territorial, bem como diversidade de atores atuantes nele. Mas, se o Brasil quiser fazer bonito em 2014, não só na Copa do Mundo cumprindo a PNRS e superando-a, mais investimentos e parcerias devem ser feitas, mobilizando toda a população e seus atores para uma nova prática: a do consumo responsável e gestão adequada dos resíduos.

+ Para fazer sua parte, entre na maior rede que reúne 50 mil pontos de descarte – Central da Reciclagem – e informações sobre negócios sustentáveis no mundo – Made in Forest.

+ Leia aqui a primeira e a segunda matéria desta série: "Quanto vale este resíduo".

 
 
 
 
9 de Setembro de 2013

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grupo de estudos de Relato Integrado chega ao Rio

Será nesta terça-feira, 10 de setembro, o início do Grupo de Estudos de Relato Integrado em terras cariocas. Ao todo, serão cinco encontros, que vão até novembro. Além de discutir e conhecer diversos modelos de aplicação prática das diretrizes desse tipo de relatório, cada empresa participante terá o diagnóstico de estágio de integração dos seus processos. As reuniões vão ocorrer no Centro de Convenções Sulamérica, no bairro da Cidade Nova.

Mais informações e inscrições pelo e-mail [email protected] e pelos telefones (21)2556 2677 e (11) 99647 6618.

+ Leia mais sore os encontros do grupo em São Paulo

 
 
 
 
9 de Setembro de 2013

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bússola sustentável

O The Regeneration Roadmap (TRR) é um estudo desenvolvido pelas consultorias GlobeScan e SustainAbility com o objetivo de apontar um caminho para que, já na próxima geração, o setor privado melhore as estratégias de sustentabilidade, aumente e amplie a sua credibilidade e entregue resultados em maior velocidade e escala.

No Brasil, o TRR realizou um salão de diálogos, sob a coordenação da Report Sustentabilidade, durante a Rio+20. Algumas das principais conclusões do TRR foram publicadas no relatório intitulado Changing Tack - Extending Corporate Leadership on Sustainable Development.

 
 
 
 
9 de Setembro de 2013

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Conferência Ethos apresenta indicadores e estimula novos negócios

De 3 a 5 de setembro aconteceu a Conferência Ethos 2013, no Instituto Tomie Ohtake, em SP. Parceiro do evento, o Sustainable Brands Rio trouxe informações de destaque no blog e em suas redes sociais, como a abertura da Conferência, a apresentação da segunda geração de indicadores do Instituto Ethos e a palestra destaque deste ano, com Michael Porter, da Harvard Business School, apresentando o Índice de Progresso Social e levando a platéia, formada por de mais de 600 pessoas, a reflexões sobre o progresso social x sucesso econômico.

 + Leia mais:

 - Conferência Ethos estimula novos negócios a público ávido por inovação

 - Instituto Ethos apresenta segunda geração dos seus indicadores

 - Índice desenvolvido em Harvard avalia progresso social de países; Brasil é 18º entre 50

 
 
 
 
4 de Setembro de 2013

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vem trabalhar com a gente




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2 de Setembro de 2013

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menos é mais: consumo colaborativo e consciente

Você já se deu conta que cada vez mais está despossuído de bens? Calma, não se assuste, isso é bom e faz todo sentido. O consumo colaborativo está cada vez mais presente em nossas vidas. Trata-se da nova economia, que já provoca uma quebra de paradigma. Não é a economia, segundo Marx, a causadora das revoluções?

Diogo Galvão*

Estamos imersos em uma rede de trocas em que o que é meu, é seu. Uma economia, a wikinomia, que enfraquece a noção de propriedade. A grande responsável por tudo isso é a rede social e os jovens-ponte, que também inauguram uma nova era, em que os conceitos de realidade e virtualidade passam a ser revistos.

Cada vez mais sua rotina está transformada pela lógica colaborativa. Que tal acordar, colocar uma roupa comprada na Vitrina - que há pouco tempo pertencia a outrem -, dirigir um carro (o Zazcar) que não é exclusivamente seu, até a reunião com o cliente e, no caminho de volta para casa, passar no The People's Market, um supermercado do qual também é dono, para dar uma força nas atividades e já comprar o seu jantar por um baixíssimo preço? Daí, vá trocar sua guitarra que estava encostada por uma bicicleta que lhe fazia falta no dia-a-dia, tudo isso por meio do aplicativo Dois Camelos. E, antes de dormir, deitar para ler seu novo gibi ou livro, trocados no Toma Lá Dá Cá ou Descola Aí?

Como apontado por alguns, o consumo colaborativo não é uma novidade. Mas a sua retomada pelas redes sociais e, principalmente por essas novas iniciativas mencionadas, permitindo um consumo consciente, isto sim é algo novo. A busca não é pela máxima margem de lucro em dinheiro, mas, um lucro mais interessante: pela troca, o acesso passa a ter maior valor, mais do que a posse, o produto é reutilizado e revalorizado ao ter utilidade para outro, não sendo despejado como resíduo no meio ambiente (redução do consumo, reutilização de produtos e reciclagem). E, talvez, o mais interessante é a experiência de compartilhar com o outro, ressaltando a importância da comunidade e da interação entre as pessoas.

Por isso, se você ainda se queixa em não ter bens, pense que na verdade, você também tem todos. E seguindo a lógica, curtam, comentem e compartilhem este post!

*Diogo Galvão, gestor de projetos de conhecimento na Report.

 
 
 
 
30 de Agosto de 2013

Report: notícias

4º encontro G4: Governança em foco

O quarto encontro da série de diálogos sobre a G4 aconteceu ontem na sede da Report Sustentabilidade, em São Paulo. O tema central do debate foi Governança. Corporativa e sua importância na tomada de decisões – especialmente por conta dos possíveis impactos delas.

 

As questões relacionadas a governança estão entre as que sofrerão alterações mais relevantes na g4. Primeiramente, o número de indicadores que precisam ser respondidos para que as empresas alcancem o mais alto nível de aderência subiu de 10 para 22.

 

As diretrizes atualizadas também pedem maior detalhamento da atuação dos principais órgãos e cargos executivos da organização.

 

O próximo encontro, o quinto da série, vai tratar de cadeia de valor, com o tema “Como atender as novas exigências da GRI para reportar a cadeia de suprimentos?”, será realizado no dia 12 de setembro. 

 

Com os Encontros G4, a Report cumpre o compromisso de, após participar da Conferência GRI, em Amsterdã, disseminar o conhecimento adquirido para funcionários, clientes e outros públicos. 

 
 
 
 
30 de Agosto de 2013

Report: notícias

materialidade em 10 perguntas (parte 2)

Continuando nossa série sobre o que é materialidade, seguem mais respostas e perguntas fundamentais sobre o tema que está no centro das atenções da nova versão das diretrizes da GRI (leia a parte 1).

6)      Qual a metodologia recomendada pela GRI para a materialidade?

A GRI apresenta uma metodologia geral para o processo de relato, não para o processo de materialidade. A GRI, por exemplo, não diz quais stakeholders devem ser consultados e nem quais devem ser os meios de consulta utilizados. Essas definições devem ser feitas pela empresa, com ou sem apoio de consultoria externa.

7)     Qual a metodologia da Report para a materialidade?

A Report conciliou as recomendações da GRI e do Relato Integrado. Nossa metodologia está dividida em cinco fases:

  • Identificação – identificação dos principais públicos de interesse e análise de fontes internas e externas para levantamento dos principais temas para a organização.
  • Priorização – consulta de percepções dos públicos de interesse para priorizar os temas relevantes.
  • Análise – consolidação dos resultados.
  • Validação Estratégica – apresentação da análise dos resultados para decisão da empresa.
  • Avaliação do Processo – revisão do processo realizado com recomendações para a gestão, engajamento e relato dos temas materiais.

 

8)     Quais as principais diferenças entre a materialidade da GRI e a do Relato Integrado?

Para o Relato Integrado, os únicos stakeholders que importam são os provedores de capital e a materialidade é uma responsabilidade exclusiva da alta gestão. Para a GRI, a organização deve considerar um leque maior de stakeholders, não apenas os provedores de capital. Além disso, a GRI pede que o relato explique qual o papel da alta gestão no processo de definição dos tópicos materiais.

9)     Com que frequência deve ser realizado o processo de materialidade?

A GRI não determina um período. Já o Relato Integrado pede que o processo seja realizado anualmente, uma vez que se trata de uma decisão da alta gestão. Sugerimos que a organização conduza um processo robusto de materialidade e promova uma revisão anual com a alta gestão. O ciclo para rodar novamente um processo abrangente deve ser avaliado pela organização.

10) Mas por que, afinal de contas, minha empresa precisa da materialidade?

O processo de materialidade permite que a empresa identifique as questões consideradas críticas para o seu negócio. E permite que a alta gestão decida quais dessas questões são, na sua visão, realmente fundamentais para o sucesso. Isso significa fazer gestão estratégica, dedicando foco, esforço e orçamento para determinados tópicos e impactos. E fazer gestão é monitorar e estabelecer metas.

 
 
 
 

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