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8 de Maio de 2013

Report: notícias

Começa a SB Rio 2013

Os próximos dois dias prometem uma experiência de aprendizado extraordinário com base na troca em cases e reflexões. Durante a conferência Sustainable Brands Rio 2013, sob a organização da Report Sustentabilidade, alguns dos principais líderes empresariais nacionais e internacionais irão apresentar suas iniciativas de transformação dos negócios utilizando empreendedorismo, engajamento, branding, mudanças de culturais, tecnologias limpas e outras inovações. Dessa forma, mostram como o valor das novas marcas podem impulsionar um mundo mais sustentável.

Em números, o SB reúne 16 palestras, 18 sessões temáticas, 84 painelistas – 13 internacionais, 66 organizações e empresas e 343 inscritos - tudo isso distribuído em dois dias com vista para a inspiradora Praia de Copacabana! Desde 2004 o evento é realizado nos Estados Unidos e, neste ano, Brasil e Turquia também organizaram as suas conferências.

No primeiro dia no Rio de Janeiro, a manhã de trabalhos será guiada pelo tema TENDÊNCIAS E DIRECIONADORES, com apresentações da Sustainable Brands, SC Johnson, Tátil Design, Worldview Thinking e Natura. À tarde, as sessões temáticas sobre Economia Verde, Comunicação de Marca e Engajamento com Stakeholders vão gerar debates sobre quais são as forças de mercado que estão transformando os negócios e como engajar as empresas – incluindo todos os atores que participam do seus ciclos – para assumirem posições de liderança dentre as marcas do futuro, num cenário de cultura de negócios sustentáveis.

Acompanhe a cobertura em nossas mídias e faça parte desta comunidade:

Blog SB Rio 2013 (www.reportsustentabilidade.com.br/sustainablebrands/blog)

Facebook (www.facebook.com/pages/Sustainable-Brands-Rio-2013/534652243222026?fref=ts)

Twitter (twitter.com/sb_rio2013)

Até mais!

 
 
 
 
24 de Abril de 2013

Report: notícias

Unilever completa mais um ciclo de relato

Avanços no mapeamento de impactos sobre a biodiversidade nas fábricas, melhoria nos indicadores trabalhistas e de direitos humanos e entregas importantes de gestão – como o cumprimento de metas de aterro zero e o início de um levantamento de públicos em quatro unidades industriais no país. Esses são alguns dos destaques do ano que a Unilever Brasil apresenta em seu Relatório de Sustentabilidade 2012, lançado neste mês de abril.

Com base no Plano de Sustentabilidade da Unilever, que estabelece metas, compromissos e diretrizes globais para as subsidiárias ao redor do mundo, a empresa volta a divulgar seu desempenho no Brasil, contemplando as 25 marcas, 700 produtos e mais de uma dezena de operações no país – entre escritórios, centros de distribuição e vendas e fábricas.

O relatório também considera a Matriz de Materialidade, processo pelo qual definiu oito temas materiais a serem priorizados pela gestão, e adota a versão das diretrizes GRI G3.1, que trouxe uma evolução qualitativa e quantitativa no reporte de indicadores.

Está disponível em duas versões: um PDF completo, com todos os indicadores e dados exigidos pela GRI; e um resumido, centrado nos temas materiais da empresa. Veja aqui mais detalhes desse trabalho, desenvolvido com o apoio da Report Sustentabilidade.

 
 
 
 
24 de Abril de 2013

Report: notícias

um blog que incomoda muita gente

O jornalista e blogueiro Roberto Leite é um chato assumido. Mas, graças ao trabalho que desenvolve no blog Testando os Limites da Sustentabilidade, tem conseguido respostas que não estão no discurso oficial do mundo corporativo. Nos últimos dois anos e meio, ele se dedicou voluntariamente à leitura de mais de 70 relatórios de sustentabilidade. Ligou para SACs, falou com gestores nas empresas, escreveu para executivos. Reproduziu em seu blog os muitos questionários que enviou e recebeu nesses anos todos, sempre em busca de respostas para perguntas que o incomodavam . E ele acabou incomodando.

Hoje, Roberto diz que se cansou de ler mais do mesmo. Não atualiza a página desde janeiro, mas comenta que está esperando a nova leva de relatórios, que sai em abril e maio. “É para ver se vale a pena recomeçar”, antecipa. Será que vale? Veja trechos da entrevista que ele concedeu ao report news por e-mail, durante uma viagem de férias em abril passado:

Report news: Como surgiu a ideia de lançar o blog? Por que falar de um assunto como esse, de difícil leitura para a maioria das pessoas?

Roberto Leite: Em primeiro lugar, acho que resolvi criar o blog porque sou chato. Sempre gostei do assunto sustentabilidade e acompanho o tema desde o ano 2000. Nos últimos tempos, me incomodava a forma como a temática estava sendo tratada pelas organizações e, como sou uma pessoa curiosa, fui em busca das respostas às perguntas que me incomodavam. Liguei para vários SACs, escrevi para as empresas, mas não conseguia as respostas. Então resolvi escrever o blog para divulgar a dificuldade que eu tinha em obter as informações. Aí, sim, as respostas começaram a surgir. 

Report news:  Embora muitas empresas sejam criticadas por transformar os relatórios em peça de marketing, há aquelas que acreditam que ele seja uma eficiente ferramenta de gestão e prestação de contas. O que você acha da utilidade dos relatórios?

Roberto: O relatório é uma ferramenta interessante, que torna possível provar de maneira material e documental o discurso corporativo que muitas vezes não se sustenta somente numa frase publicitária. O relatório deve ser um material de consulta leve, claro e objetivo. Muitas empresas escrevem muito, mas não dizem nada. Outras, com clareza e objetividade, tiram todas as dúvidas.

Report news: Como você avalia os relatórios de sustentabilidade publicados no Brasil? Você vê alguma evolução nos últimos anos?

Roberto: As empresas estão melhorando, sim, noto uma queda do blá corporativo e do "gestãones" para um material mais claro e de fácil consulta. Mas isso é um processo evolutivo, que ainda vai demorar um tempo para atingir a totalidade.

Report news: O que pode ser feito para melhorar esse tipo de publicação? Quais são os méritos e as falhas de um relatório, em termos conceituais?

Roberto: O mérito de um relatório com certeza é a verdade. Uma empresa não precisa ser perfeita, basta apenas informar de maneira clara e objetiva seus erros e acertos. Um relatório é uma prestação de contas e não uma brochura de sonhos e devaneios. Acredito que o maior erro é agredir a inteligência do leitor. Hoje, é muito fácil confrontar uma informação. Por isso, não adianta ficar iludindo as pessoas com afirmações que o Google derruba facilmente.

Report news: O que você acha das diretrizes GRI e da nova versão (G4) que está para ser lançada?

Roberto: Ainda não estou completamente interado sobre a G4, mas, de modo geral, as diretrizes GRI não são muito claras em termos de resultado. Como roteiro de pergunta, ajudou a padronizar, sim, mas não ficaram claros quais dados reais e concretos devem ser respondidos em cada item. Então encontramos relatórios que afirmam que responderam as questões nível A cuja qualidade é péssima.

Report news:  Você tem acompanhado as discussões do IIRC (International Integrated Reporting Council) sobre relatório integrado? O que acha da proposta de integrar de fato as informações financeiras e não financeiras em uma mesma publicação?  

Roberto: Vejo como um avanço, mas isso só vai ter importância quando a sociedade como um todo equalizar as questões sociais e ambientais com as econômicas, algo que ainda não existe. Temo que a integração desses relatórios transformem as questões ambientais e sociais como um apêndice do relatório financeiro sem nenhuma importância. 

Report news:  A pergunta que muita gente vem se fazendo nos últimos tempos: qual é o futuro dos relatórios?

Roberto: Não existirem mais. O ideal é que as questões de sustentabilidade sejam coisas tão triviais que não haja necessidade de prestar contas. Assim, já fariam parte do processo de gestão de qualquer organização.

Report news: Você tem uma postura bastante crítica e aponta falhas de grandes empresas. Hoje em dia, é lido por muitos profissionais que trabalham com esse tipo de publicação. Como vê o alcance e a importância que as pessoas dão ao seu blog?

Roberto: Primeiramente, não vejo como falhas. Apenas pergunto o que não entendi e não ficou claro. Comecei o blog pois os SACs das empresas não funcionaram comigo. Não tinha ideia da amplitude que isso tomaria. E não vejo meu blog como algo importante na dimensão que você afirma. Eu trabalho com um público de nicho que se divide apenas em duas categorias: os chatos como eu, que se interessam pela temática, e pessoas de empresas que trabalham com sustentabilidade. Realmente, a importância do blog não me interessa muito, mas sim a possibilidade de trocar ideias. Graças a esse blog conheci muita gente e aprendi bastante.

Report news: Como as empresas reagem às suas críticas? Você acredita que elas dão a devida atenção aos seus comentários?

Roberto: Ultimamente, o retorno tem sido muito bom, acho que pelo fato de o pessoal já me conhecer. Mas no começo foi bem difícil. Já me perguntaram “por que você quer saber isso?”. E respondi: porque vocês publicaram. Só por isso. Aliás, o nome “testar os limites” vem daí. Realmente, ver até que ponto o discurso é verdadeiro. Para obter as respostas que desejava, tive de escrever para presidentes de grandes empresas. Outra coisa que vale ressaltar é que meus comentários não são para as empresas, mas para os leitores que acompanham o blog. Não tenho pretensão de ser o dono da verdade de coisa alguma.

Report news: Quais foram as principais críticas que você já recebeu? Alguns assuntos que você aborda nos posts, por exemplo, podem esbarrar na falta de conhecimento sobre o setor de atuação da empresa. Você concorda com isso?

Roberto: Já ouvi muito que não entendo do negócio. E não entendo mesmo. Se o relatório não ficou claro em explicar o negócio, então o erro não está com o leitor. Sou leigo na maioria dos assuntos e trabalho somente na falta de argumento das afirmações. Mas as principais críticas que recebo, certamente, são por causa do uso da ironia.

 

 
 
 
 
23 de Abril de 2013

Report: notícias

A gestão da água como diferencial competitivo

O assunto água é infinito e se relaciona com toda e qualquer atividade humana. Ano após ano, estudos mostram a crescente pressão sobre os recursos hídricos, demandados pelas necessidades de sete bilhões de pessoas. Seu uso global é especialmente impactante na agricultura (que tem uma pegada hídrica equivalente a 92% do total mundial), na indústria e nas cidades, e é afetado diretamente pela crescente poluição e urbanização.

Dentro do escopo dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), está previsto que o mundo reduziria pela metade, até 2015, a quantidade de pessoas sem acesso à água potável (que atualmente totaliza 40 milhões). Uma meta que pode não ser atingida especialmente pelo rápido aumento da demanda por alimentação e energia, pela expansão da atividade industrial e, no caso do Brasil, pelo precário acesso aos serviços de saneamento básico em regiões remotas e nas zonas rurais.

Segundo o Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos lançado em 2012 pela Agência Nacional de Águas (ANA), somente 30% do esgoto coletado é tratado no Brasil. “Com cerca de 85% da população brasileira morando nas grandes cidades, os pequenos córregos estão comprometidos e sua poluição acaba chegando em corpos d’água maiores. Talvez o principal problema ambiental do Brasil hoje, seja dar o tratamento adequado para esses lançamentos”, declarou Vicente Andreu, diretor-presidente da ANA, na ocasião do Dia Mundial da Água, 22 de março.

Em 2013, o Ano Internacional da Cooperação pela Água pelas Nações Unidas para a Educação, a ONU estabeleceu objetivos estratégicos que podem nortear as ações que vem sendo realizadas ou planejadas em diversos países, empresas, organismos internacionais e instituições sem fins lucrativos em prol da água.

A água é objetivo estratégico para a ONU e pode ser um diferencial competitivo as empresas. Isso acontece quando a água é reconhecida como fundamental para a cadeia produtiva e, depois, quando ela é gerida adequadamente, a ponto desta gestão e seus resultados se tornarem um diferencial. Um exemplo prático e genérico é a criação de planos de manejo compartilhados, que geram benefícios mútuos e melhores padrões de vida, pensando tanto na comunidade quanto na empresa instalada em determinado local.

Nesse sentido, as possibilidades de atuação do meio corporativo são inúmeras. Um estudo encomendado pelo Grupo HSBC mostrou que para cada dólar investido em melhorias na distribuição de água há um incremento de 5 dólares em desenvolvimento econômico e social para comunidades. Na América Latina, esse valor sobe para 16 dólares.

Esse retorno justifica a criação de ações como o Programa HSBC pela Água, com um investimento global de US$ 100 milhões que será destinado, entre 2012 e 2016, a três iniciativas: a proteção de bacias hidrográficas importantes para comunidades ao redor do mundo; a promoção do acesso à água e à higiene entre populações em grande necessidade; e o estímulo ao engajamento de colaboradores do HSBC em torno da causa.

Lançada em 2012 em parceria com as ONGs Earthwatch, WaterAid e WWF, o Programa HSBC pela Água conta com a participação de 7.500 colaboradores. Eles farão a coleta e a análise de amostras em corpos d’água das cidades onde vivem, inserindo os dados em um site (www.thewaterhub.org) no qual os resultados do trabalho podem ser acompanhados. O objetivo é promover acesso, proteção, informação e educação sobre o uso desse recurso a milhares de pessoas.

Nos últimos anos, o HSBC Brasil investiu 13 milhões de dólares no programa HSBC Climate Partnership, encerrado em 2011 e que possibilitou a mobilização de 17 milhões de pessoas em campanhas de água e clima no Brasil. 

Oportunidade em todo o ciclo

Em uma empresa, a gestão dos recursos hídricos começa pelo entendimento de como o negócio impacta a água em todas suas etapas, inclusive depois que chega ao consumidor. Na Natura, as fases mais relevantes em termos de impacto são o descarte dos produtos pelos consumidores (45,8%) e o fornecimento de matérias-primas e materiais de embalagens (36,9%). A etapa de uso do produto representa um percentual de 13,8% do total. Esses e outros resultados de um estudo publicado podem ser acessados no site do Instituto para a Educação da Água (IHE) da UNESCO.

Janice Casara, gerente de Sustentabilidade da Natura, afirma que os dados ainda são preliminares e que, a partir deles, foram identificadas metodologias complementares para desenvolver um modelo aplicável em todos os produtos e categorias, considerando as características hídricas de cada lugar onde a empresa atua no Brasil. “Consideramos não apenas o consumo, mas também o potencial de poluição, entre eles a biodegradabilidade e a ecotoxidade dos produtos”, explica.

O primeiro passo foi fazer o cálculo da pegada hídrica, metodologia desenvolvida pela Water Footprint Network (WFN), que permitiu mapear o impacto do fornecimento de insumos (matérias-primas e materiais de embalagem), da fase de produção e distribuição dos produtos até chegar ao uso e descarte desses itens pelo consumidor.

A Natura foi a primeira empresa de cosméticos a incluir essa fase final do ciclo de vida no cálculo da pegada hídrica, em 2010. A metodologia está passando por mais uma evolução e sua nova versão será aplicada em um inventário, ainda em 2013, testando sua sensibilidade em duas categorias de produtos e analisando se ela pode ser replicada nos demais produtos da empresa.

Colaboração: um imperativo

Outro grande consumidor de água é a indústria pesada. Por isso, a Foz do Brasil (Odebrecht Ambiental) e a Sabesp criaram o Aquapolo Ambiental, projeto de reuso para fins industriais que conseguiu economizar um volume de água potável equivalente ao fornecimento de uma cidade com até 500 mil habitantes. O projeto atendeu ao Polo Petroquímico da Odebrecht no ABC, em Mauá (SP).

O processo consiste em produzir água de reuso a partir do tratamento de esgoto tratado da ETE ABC, suprindo as necessidades de desenvolvimento industrial da empresa sem utilizar a água potável. “A participação dos diversos setores na gestão da água será, cada vez mais, a condição necessária para a sobrevivência e o crescimento harmônico dos diversos setores. O Aquapolo foi idealizado com base nas necessidades do Polo Petroquímico, entretanto seu benefício se estende a todos os setores”, disse Marcos Asseburg, diretor da Aquapolo Ambiental. O projeto venceu o Prêmio da Agência Nacional das Águas (ANA), na categoria “Empresa”, em dezembro 2012, e o prêmio FIESP/CIESP de Conservação e Reuso de Água, em 2013.

Para ler mais:

Sobre a conjuntura da água no Brasil, em 2012 (ANA): http://arquivos.ana.gov.br/imprensa/arquivos/Conjuntura2012.pdf

Sobre pegada hídrica, o manual em português (WaterFootPrint): http://www.waterfootprint.org/downloads/ManualDeAvaliacaoDaPegadaHidrica...

 

 

 
 
 
 
19 de Abril de 2013

Report: notícias

Seis motivos para ir ao Sustainable Brands

As inscrições para a conferência Sustainable Brands Rio 2013 continuam abertas, com desconto especial até 25 de abril. Por que participar? Enumeramos alguns motivos logo abaixo.

1) O Sustainable Brands Rio 2013 é o primeiro de três eventos anuais.  Quem participa tem acesso a uma rede de cinco mil líderes globais dedicados aos negócios sustentáveis. Essa rede é o centro de discussão sobre liderança de marca e inovação para a sustentabilidade.

2) Cerca de 70 palestrantes se revezarão em dois dias de plenária. Eles vão falar sobre economia verde, comunicação de marca, engajamento de stakeholders, novos modelos e estratégias de negócio e tecnologia.

3) As empresas vão mostrar como estão transformando seus negócios e construindo as marcas do futuro. Aliás, mais do que isso: vão mostrar como a transformação das marcas faz com que elas mesmas sejam agentes de mudanças.

4) No Espaço Expo, haverá exemplos de iniciativas empresariais totalmente relacionadas com os temas abordados nas palestras e plenárias. 

5) O programa foi construído com a ajuda de uma equipe  multidisciplinar e experiente. Saiba quem são aqui.

6) Para colocar tudo isso em prática, contamos com parcerias de peso:  Aberje, CEBDS, Instituto Ethos, SustainAbility, Ethical Markets, GlobeScan, COPPE/UFRJ/SAGE, ESPM-Rio, Mercado Ético, EPEA Brasil,  Pipa, Cria, Eight Sustainability Plataform, Porto Digital, Profile, ABP, Agência Tátil, Airbnb, FBDS, Sustainable Hub, Lume e Neurônio Sator. Marcas como Natura, Brasil Kirin, Itaú, Invepar, Synctronics e SC Johnson patrocinam o evento.

 

Agora, conheça melhor alguns palestrantes:

Dia 8 de maio – Tendências e Direcionadores
- Denise Alves, Diretora de Sustentabilidade da Natura, conta como a empresa desenvolveu pela primeira vez um produto, a partir de toda sua experiência com resíduo e consumo, carbono, responsabilidade social e outros processos, dedicado a disseminar o consumo consciente entre os consumidores. O Natura Sou terá pré-lançamento nacional no SB Rio.

- Kelly Semrau, Chief Sustainability Officer da SC Johnson, apresenta os resultados do projeto The Regeneration Roadmap, estudo global desenvolvido pelas consultorias GlobeScan e SustainAbility dedicado a desvendar como as empresas podem acelerar a concretização do desenvolvimento sustentável.

- Fred Gelli, designer fundador da Tátil e idealizador do logo dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, defende a adoção do Branding Integral – uma abordagem ampla e sistêmica para inspirar as marcas a assumir o papel de protagonistas e redesenhar o futuro.

- John Marshall Roberts, cientista norte-americano de comportamento e fundador do Worldwide Thinking, descreve os quatro tipos básicos de pensamento/comportamento empresarial e o processo de transformação de lideranças céticas em defensoras da sustentabilidade.

- Fernando Chacon, Diretor de Marketing do Itaú Unibanco, apresenta como o maior banco privado da América Latina passou a inserir a sustentabilidade na gestão dos seus negócios e transformou sua cultura interna e seu modo de comunicar.

- Silvio Meira, cientista-chefe do Porto Digital, revela como o mundo em rede transforma o ambiente competitivo e abre espaço para o surgimento de uma mentalidade colaborativa e empreendedora, a marca do novo tempo.

- Gino Di Domenico, CEO da Brasil Kirin, conta o resultado da combinação da tecnologia e da cultura de respeito japonesa com o empreendedorismo brasileiro, que deu origem a uma empresa em que a sustentabilidade é um poderoso direcionador estratégico.

- Nancy Hales, diretora da Portland State University e Primeira-Dama da cidade, relata como Portland valeu-se do engajamento da comunidade e dos princípios de sustentabilidade para se transformar de uma cidade praticamente falida na metade dos anos 70 em um dos centros urbanos mais prósperos e de maior qualidade de vida dos Estados Unidos.

 

Dia 9 de maio – Inovação e Empreendedorismo
- Carla Mayumi, diretora da Box1824, agência de pesquisa especializada em análise de tendências do consumidor e no comportamento da juventude, revela como os jovens enxergam as empresas e suas marcas.

- Kami Saidi, Diretor de Operações da HP, conta como a sustentabilidade está direcionando a inovação em toda a companhia, do desenvolvimento de materiais e fornecedores, à logística reversa e o reprocessamento pós-consumo, passando pela concepção dos produtos.

- Marcelo Ebert, CEO da TerpenOil,  lidera uma empresa brasileira que desenvolveu, em parceria com a academia, produtos de limpeza orgânicos, de baixo impacto para o meio ambiente e para as pessoas, com soluções inéditas e aplicações tão variadas quanto a descontaminação do solo e o tratamento do ar.

- Camila Valverde, Diretora de Sustentabilidade do Walmart, descreve as iniciativas inovadoras da companhia no Brasil para abolir o comércio de carne originada de desmatamento da Amazônia, cumprindo assim com uma meta global da companhia.

- Bento Koike, fundador da Tecsis, segundo maior fabricante do mundo na produção de pás eólicas. A empresa já produziu o suficiente para gerar tanta energia quanto a Usina de Três Gargantas, a maior hidrelétrica do mundo, demonstrando que empreendedores brasileiros podem ter êxito em mercados de tecnologia de ponta.

- Claudia Lorenzo lidera o projeto Coletivo, negócio social da Coca-Cola e um dos mais bem sucedidos no mundo, que criou oportunidades em 133 comunidades em 13 estados do Brasil, e agora é exportado para outros países, como México e Guatemala.

Mais informações sobre o evento aqui.

 
 
 
 
12 de Abril de 2013

Report: notícias

Natura lança Relatório Anual em diferentes plataformas

 

Infografia em destaque, atualizações periódicas, utilização de fontes externas para contextualizar assuntos, estrutura editorial focada nos temas mais relevantes e um conteúdo mais enxuto e objetivo. Por meio de três diferentes suportes – um PDF para download, uma revista e um site –, a Natura aplicou essas inovações em seu Relatório Anual 2012, lançado hoje (12) em assembleia geral para acionistas, em São Paulo.

Desde o ciclo de relato anterior, a empresa, que ocupa posição de liderança nos segmentos de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos no Brasil, tem modificado a lógica de publicação de seu balanço anual – o Relatório 2011 foi o primeiro a ser lançado em formato revista, com uma abordagem mais jornalística e entrevistas com parceiros, especialistas e colaboradores, para contextualizar as informações. A versão completa, com todos os dados de desempenho financeiro e socioambiental baseados na metodologia GRI, continuou sendo disponibilizada para download.

Em continuidade a esse processo, a edição 2012 possui uma versão completa, em PDF, a revista – que, desta vez, reúne mais recursos gráficos e um formato um pouco menor – e, também, um site. Esta plataforma representa a tentativa de estabelecer uma comunicação contínua da sustentabilidade entre a Natura e seus públicos: o endereço será atualizado trimestralmente, com resultados financeiros periódicos e, também, alguns indicadores socioambientais. Outro ponto importante é a hierarquização dos conteúdos, agora feita de acordo com os temas materiais de gestão da empresa.

A Report foi responsável pela elaboração do conteúdo das três versões e, também, pela adaptação do projeto gráfico para o site. Para conferi-lo, acesse www.natura.net/relatorio.

Mais integrado

A Natura também aproveitou o processo para exercitar a integração de aspectos financeiros e não financeiros em seu relato. Por participar do grupo piloto do IIRC (International Integrated Reporting Council), que coordena globalmente a elaboração de diretrizes sobre relatório integrado, a empresa buscou, já nessa edição, trazer uma apresentação de conteúdo que expresse de modo mais efetivo a conexão da sua estratégia e da gestão em todos os aspectos do negócio.

A Report também está engajada no assunto por meio do Grupo de Estudos sobre Relatório Integrado, que periodicamente reúne representantes de oito empresas – entre as quais a Natura – e da academia para discutir aspectos como geração de valor e modelos de negócio, em sintonia com os temas valorizados pelo IIRC. Para conhecer o trabalho do grupo, clique aqui.

 
 
 
 
11 de Abril de 2013

Report: notícias

GRI G4 vem aí, com foco na materialidade

 

Utilizada por mais de 1,5 mil organizações ao redor do mundo, a metodologia de relato da Global Reporting Initiative (GRI) completará 13 anos com sua estrutura repaginada. A Conferência Global sobre Sustentabilidade e Transparência da organização, que ocorrerá em maio, na Holanda, terá em sua programação o lançamento da G4, nova geração das Diretrizes GRI para a Elaboração de Relatórios de Sustentabilidade. 
 
Em sequência à G3.1, publicada há dois anos, o documento trará mudanças nas orientações que as empresas devem seguir para comunicar aspectos de gestão de fornecedores, procedimentos anticorrupção, cadeia de valor e emissões, por exemplo. A materialidade é elemento central: da seleção e organização do conteúdo à forma de reportar os indicadores, tudo deve passar pelo crivo do que é ou não relevante segundo a empresa e os públicos com os quais se relaciona.
 
Outro ponto crítico é o dos níveis de aplicação: a proposta é substituir o atual sistema de níveis C, B e A por um novo critério para estar “de acordo” com as diretrizes. Como era de se esperar, a proposta, apresentada em consulta pública no ano passado, gerou polêmica – e é uma das que devem sofrer mais alterações na versão final do texto, a ser fechada às vésperas da Conferência Global.
 
As diretrizes GRI ganharam adesão por oferecer um modelo para que organizações de diferentes portes, setores e nacionalidades apresentem seu desempenho em sustentabilidade. Hoje, 95% das 250 maiores companhias do mundo publicam algum tipo de prestação de contas sobre o tema – aqui no Brasil, terceiro país com mais publicações baseadas na metodologia, 88 das cem maiores fazem o mesmo. Somente em 2010, mais de 160 relatórios nacionais foram registrados na GRI. Não à toa, o País foi o primeiro a receber um Ponto Focal da organização – braço operacional que articula parceiros e promove eventos e capacitações em regiões-chave.
 
Em novembro de 2012 e março deste ano, a equipe nacional da GRI organizou, em São Paulo, pré-conferências para discutir temas que centrarão as mesas-redondas na Holanda. O presidente da organização, Ernst Ligteringen, veio na edição mais recente especialmente para falar sobre a G4 – e destacou, entre as mudanças do documento, a terminologia mais simples, o foco em temas relevantes (materialidade) para a gestão e a comunicação e, claro, as novidades no sistema de níveis de aplicação.
 
“A G4 será apresentada de forma diferente das versões anteriores. Os itens a serem relatados estão separados das explicações de como relatar – isso porque boa parte deles só será relevante se selecionada pelas organizações como tema material”, diz a brasileira Nelmara Arbex, vice-presidente da GRI. 
 
De acordo com Nelmara, o documento deve passar por aprovação final pelos líderes da organização ainda em abril. “O que posso adiantar é que haverá, na G4, uma proposta nova de critérios para estar ‘de acordo’ com as diretrizes, dividida em dois formatos. Em ambos, a organização é convidada a desenvolver um processo para selecionar os tópicos materiais – ou seja, críticos para a continuidade do negócio e/ou para a sociedade – a partir das diretrizes. Devem ser reportados os aspectos identificados dessa forma”, explica. Outro ponto relevante, segundo a vice-presidente, é a mudança prevista nas normas de omissão, usadas caso a organização não deseje reportar algum dado essencial.
 
A preparação da G4 começou logo após o lançamento da G3.1, espécie de intermediária entre a terceira e a quarta versões, e envolveu consultas aos diversos públicos da organização ao redor do mundo. Em 2012, dois períodos de consulta geraram quase 2,5 mil revisões do rascunho das diretrizes. Além disso, os pontos focais organizaram 68 workshops ao redor do mundo – oito dos quais no Brasil –, com a participação de mais de 2,2 mil pessoas, para discutir as mudanças propostas. 
 
De acordo com Glaucia Terreo, líder do Ponto Focal no Brasil, esses materiais forneceram bons insumos para melhorar o documento. “O período de consulta pública nos permitiu obter opiniões e informações preciosas dos usuários das diretrizes GRI”, argumenta. “Tudo o que foi recebido no processo de feedback foi analisado e, em muitos casos, há mudanças no documento final em função das percepções do público.”
 
Apesar das boas expectativas, a G4 deve representar um desafio e tanto para as empresas, mesmo para aquelas que já utilizam as diretrizes há mais tempo. O rascunho apresentado em 2012 continha uma série de novos indicadores, e alguns, como os relacionados à cadeia de valor e aos fornecedores, demandarão práticas consistentes de gestão para ser totalmente respondidos. Por isso, durante dois anos, os usuários poderão recorrer a versões anteriores à hora de aplicar a G4. Com base nessas primeiras experiências, a GRI ainda terá como aplicar novos ajustes no texto até meados de 2014. Para se manter a par do processo de desenvolvimento das novas diretrizes, clique aqui.
 
 
 
 
4 de Abril de 2013

Report: notícias

o desafio de mensurar a geração de valor

Como identificar o valor gerado por um modelo de negócio e relatá-lo de forma integrada? O tema centralizou os debates do encontro do Grupo de Estudos sobre Relatório Integrado organizado nesta quinta-feira (4), em São Paulo (SP). É o terceiro dos seis programados para o projeto. Em maio, o grupo discutirá Os Capitais.

Coordenado pela Report e composto por membros da academia e das empresas AES Brasil, Bradesco, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Itaú Unibanco, Natura, Petrobras, Santander e SulAmérica, a iniciativa pretende auxiliar empresas no amadurecimento do olhar para a construção do relato integrado, em consonância com as discussões do International Integrated Reporting Council (IIRC).

                                                   

O encontro que discutiu Geração de Valor teve a participação de Clarissa Lins, diretora executiva da FBDS (Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável), e Alejandro Pinedo, consultor e especialista em marcas. Clarissa afirmou que a mensuração da geração de valor e sua correta gestão demandam parcerias com consultorias especializadas. “Comunicar o valor e construir o Relatório Integrado com informações relevantes é resultado da combinação de bom senso com realização de parceria”, disse.

                                                  

Para Pinedo, o papel dos consultores é "simplificar ações ambientais, sociais e de governança nos relatórios”. Segundo ele, relacionar marca e responsabilidade ainda é um processo complexo, mas pesquisas já comprovam: empresas que se posicionam corretamente conquistam bons resultados financeiros. O desafio é traduzir financeiramente os valores gerados.

Além das apresentações, o grupo participou de uma dinâmica para exercitar a identificação de indicadores de geração de valor em um modelo de negócio hipotético. A atividade deixou claro o desafio que é reunir todos os valores gerados a stakeholders e à sociedade a partir das atividades de uma organização.

 
 
 
 
28 de Março de 2013

Report: notícias

Quando boa vontade vira lei

Se assumir metas socioambientais que impactam na percepção do sucesso do negócio já é um desafio para as empresas, o que dizer quando o objetivo é torná-las uma obrigação legal? Essa é a ideia do movimento empresarial Benefit Corporation, que estabelece direitos e deveres para as corporações que desejem ser denominadas “empresas B” – na prática, o termo significa que seus compromissos de sustentabilidade são monitorados e analisados por um grupo independente, com direito a medidas punitivas concretas em caso de não cumprimento.

O Benefit Corporation já caminha com alguma força fora do Brasil. No Chile, por exemplo, discute-se uma legislação para enquadrar as organizações integradas ao movimento e, nos Estados Unidos, algumas unidades federativas já têm leis sobre as “empresas B” e seus compromissos.

Assista, nos vídeos abaixo, entrevistas com Yvon Chouinard, fundador e presidente da Patagonia, empresa de roupas que faz parte do Benefit Corporation, e com María Emilia Correa, advogada colombiana que está entre os líderes do projeto na América Latina. São longos, mas esclarecem bastante sobre o que se espera das empresas que querem usar o poder dos negócios a favor do desenvolvimento sustentável.

Vamos falar mais sobre o tema na nossa próxima Newsletter. Aguarde!

María Emilia no TEDx Santiago
 

Yvon em entrevista no GreenBiz Forum

 
 
 
 
25 de Março de 2013

Report: notícias

Relatório do GRAACC em produção

Pela quinta vez, a Report é responsável pela redação e edição do Relatório de Atividades do Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (GRAACC). No documento, a organização sem fins lucrativos apresenta os resultados financeiros e os principais avanços do ano – como as conquistas no campo de pesquisa clínica e oncológica, as práticas de governança e gestão e o investimento na expansão da capacidade de atendimento.

A apuração das informações, iniciada neste mês de março, é fruto do envolvimento voluntário de diversos colaboradores da Report, que aderiram ao projeto paralelamente às suas atividades habituais. Entre os destaques, o relato trará informações sobre as obras do novo complexo hospitalar e as novidades em pesquisa e ensino, que tornam a instituição referência em oncologia pediátrica no Brasil.

O relatório 2012 deve ser lançado ainda neste primeiro semestre. Para acessar as edições anteriores, clique aqui.

 
 
 
 

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