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12 de Março de 2013

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Empregos verdes, decentes e não decentes

Biomedicina, engenharia florestal, direito ambiental, geologia e muitas outras profissões que podem ajudar a “descarbonizar” a economia também vêm contribuindo para elevar os índices de geração de emprego. Um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostra que milhões de novos postos de trabalho que “colaboram substancialmente para a preservação ou restauração da qualidade ambiental” foram criados no mundo. É o que a entidade chamou genericamente de empregos verdes, aqueles que, supostamente, ajudam o planeta a respirar melhor.

O curioso é que essa lista composta por bacharéis, doutores e técnicos em salvar o mundo também inclui pessoas que passam o dia na rua revirando lixo, em busca de material reciclável para vender. Tudo no mesmo pacote. Ou quase isso, já que, para este grupo específico de profissionais (os catadores), poderíamos adotar a subclassificação da OIT chamada “verde, mas não decente”.

No meio dessa contradição de termos, o fato é que só no Brasil foram abertos mais de 2,9 milhões de postos de trabalho verdes em 2010. Todos formais. É quase o mesmo número dos Estados Unidos (3,1 milhões) no mesmo período, a despeito da forte recessão que os norte-americanos atravessaram em tempos recentes.

A tendência é que esse número continue aumentando. Segundo a OIT, os empregos verdes devem subir 6% ao ano, enquanto as ocupações tradicionais crescem a 4%. Ou seja, definitivamente, o cenário é bastante positivo, mas ainda convive com os grandes desafios e antigos dilemas do mercado de trabalho.

A definição de emprego verde foi usada pela primeira vez pela OIT em 2008 e, dentre as 76 classes econômicas identificadas, os exemplos mais sintonizados são aqueles cujas funções ajudam diretamente na proteção e restauração de ecossistemas e da biodiversidade; reduzem o consumo de energia, materiais e água por meio de estratégias de prevenção eficazes; e descarbonizam a economia e minimizam ou evitam por completo a geração de resíduos e poluição.

Ou seja, importa mais a função e o objetivo do trabalho do que o nome que está no diploma – afinal, algumas dessas funções podem ser desempenhadas por administradores, economistas, engenheiros e uma série de outras ocupações que ganharam novas atribuições nos últimos anos.

Nessa adequação à nova ordem do mercado de trabalho, muitas profissões foram criadas, expandidas ou repaginadas. Hoje, elas agregam um novo sentido para o trato dos temas socioambientais no mundo corporativo e formam um arcabouço de ocupações que só agora começa a ganhar uma formação mais específica, ao mesmo tempo em que envolve o conhecimento de áreas mais abrangentes.

De acordo com a OIT, os empregos verdes representam hoje 6,6% de todo o mercado formal brasileiro. Fatores como a matriz energética e o atual crescimento econômico do país são importantes para compor esse cenário. “Nossa economia vai bem e depende muito do uso de recursos naturais. Temos uma das maiores matrizes energéticas do mundo e, na medida em que existe um manejo dos recursos, isso gera cada vez mais empregos”, diz Paulo Sergio Muçouçah, coordenador do Programa de Trabalho Decente e Empregos Verdes da OIT.

Ele detalha que, dentre os novos postos de trabalho, sobressaem-se aqueles nas áreas de produção e distribuição de energia renovável, no setor de transporte coletivo e alternativo e, ainda, as atividades relacionadas à área de tecnologia, que comprovadamente têm menos impactos.

 

Brasil na ponta

A pesquisa da OIT aponta ainda que Brasil e México são países pioneiros na América Latina, pois lideram na adoção de medidas para lidar com temas da sustentabilidade e ganham pontos quando se fala em estratégias nacionais de crescimento com baixa emissão de carbono. De acordo com o Banco Mundial, a meta de redução de um terço das emissões até 2030 para o Brasil é compatível com seu PIB e crescimento econômico, ou seja, uma oportunidade “de ouro” para mitigar e reduzir as emissões em setores como agricultura, energia, transporte e manejo de resíduos.

Um exemplo prático e recente dessa aplicação vem do Rio de Janeiro, com o lançamento, no final de 2012, da Bolsa de Valores Ambientais do RJ (BVRio), uma associação sem fins lucrativos criada para negociar ativos ambientais como meio de promover a economia verde no Brasil. “Faltava no país um mecanismo de mercado que pudesse auxiliar na regulamentação ambiental”, conta Pedro Moura Costa, Presidente-Executivo da BVRio. “Por isso, partimos da nossa experiência de vários anos trabalhando em mercados de carbono no exterior e nos unimos com outras pessoas, entidades e com os governos do estado e do município do Rio de Janeiro, que também se interessaram pelo assunto”, ele acrescenta.

A BVRio tem duas atividades principais: desenvolver mecanismos de mercado para serviços e ativos ambientais, e prover e operar uma plataforma de negociação para esses ativos. Em três meses, a bolsa já conta com mais de 600 proprietários cadastrados nos principais biomas do país e mais de 300 mil hectares sendo ofertados. As primeiras ofertas já aconteceram e a previsão é que a negociação de créditos também comece já, no curto prazo.

 

Novas empresas e oportunidades

O aumento do debate sobre as questões socioambientais nos últimos anos, incluindo as discussões que envolveram a criação de leis e regulações específicas, favoreceram o surgimento de novas empresas e oportunidades de mercado.

A consultora Isabela Sette, da empresa Turismo 360º e ex-funcionária da Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais, iniciou em 2012 as atividades de planejamento e gestão do turismo nos territórios. “Nossa missão é trabalhar para o desenvolvimento socioeconômico sustentável dos territórios por meio do turismo, promovendo a inovação e transferência de conhecimento para os atores locais e contribuindo para o protagonismo das regiões”, afirma.

Outro campo valorizado, porém não tão recente, é o direito ambiental. O advogado Werner Grau, sócio da Pinheiro Neto Advogados e presidente do conselho brasileiro da The Nature Consultancy (TNC), atuante na área desde os anos 90, conta que em dez anos o escritório multiplicou em dez vezes o número de profissionais dedicados ao direito ambiental. “Nos anos 90 as empresas nos procuravam de maneira reativa para solucionar os questionamentos que recebiam do Ministério Público”, ele recorda. “No início dos anos 2000, com as certificações ambientais e o início de uma nova postura na cadeia produtiva, fornecedores e outras empresas passaram a nos consultar não somente a respeito do meio ambiente, mas outros aspectos da sustentabilidade” relata Werner.  Segundo o advogado, são degraus que o mundo empresarial já começou a subir.

Esse tipo de mudança também já pode ser sentido dentro das salas de aula, com mais professores especialistas no tema, como é o caso de Vivian Blaso, da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), de São Paulo. Formada em relações públicas e doutoranda em Ciências Sociais, ela pesquisa o desenvolvimento imobiliário nas cidades. “Acredito que existe a demanda por professores e pesquisadores, pois, na sociedade complexa, precisamos formar e capacitar as gerações atuais e futuras”, ela diz. “Já sabemos que as atividades de produção e consumo atuais precisam caminhar rumo à economia de baixo carbono e na mitigação de seus impactos”, comenta.

Quem já sabe essa lição de cor são os geógrafos e geólogos, profissões cada vez mais valorizadas, especialmente por seus pareceres analíticos dos terrenos onde as empresas vão atuar. Rosilene França trabalha na Petrobrás e fala sobre sua atividade: “partindo do princípio que ainda não encontramos outra fonte de energia mais eficiente e barata para substituir o petróleo, buscamos produzir com menos impacto ao meio ambiente e aos bens não renováveis. Isso se traduz em medidas preventivas ou compensatórias desde o momento da aquisição de dados no campo, pesquisa, perfuração e produção”.

 

O futuro está aí

Outros espaços de atuação em sustentabilidade são representações externas, planejamento estratégico e governança. Para o advogado Werner Grau, há muito espaço nesse mercado para os técnicos em meio ambiente e para um tipo de profissional novo, que lida não somente com riscos legais, mas também com riscos reputacionais. “As pessoas passam a analisar um determinado empreendimento não apenas pela variável do problema, mas também pelo modo como essa questão pode afetar imagem da empresa e, assim, seu acionário ou o valor das suas ações. É onde vejo mais espaço para crescimento, a começar no nosso escritório”, diz ele.

Faz sentido. Em um estudo de 2012 desenvolvido sob encomenda pela Deloitte, a Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade (Abraps) mostrou que 26% das empresas pesquisadas pretendem ampliar o quadro de funcionários da área de sustentabilidade e 74% manterão a quantidade de empregados na área. Além disso, 65% das empresas têm estagiários dedicados exclusivamente para a área de sustentabilidade, sendo em média dois estagiários por empresa. Ainda, todas possuem uma área específica ligada à sustentabilidade. “Essa pesquisa é fundamental para mostrar o efetivo crescimento deste tema nas empresas e a extrema importância de se ter profissionais de sustentabilidade capacitados e fortalecidos internamente”, avalia Marcus Nakagawa, presidente da associação. A Abraps existe desde 2010 e reúne 350 profissionais de setores distintos, a maioria de empresas de consultoria.

Assim, os desafios na formação profissional e as fortes barreiras da cultura exploratória convivem com um positivo cenário de melhorias e tomada de consciência. Cláudio Boechat, professor da Fundação Dom Cabral e membro da Globally Responsible Leadership Initiative, também fala sobre isso. “com a maturidade, as empresas deverão ser capazes de focar em questões concretas, deixando de ter uma abordagem generalista”.

 
 
 
 
12 de Março de 2013

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O tamanho da fome

Cuidado para não engasgar: a cada ano são desperdiçadas 1,3 bilhão de toneladas de comida própria para o consumo num mundo em que uma em cada oito crianças sofre de desnutrição crônica. Esse número indigesto levou a ONU a lançar recentemente uma campanha para conscientizar pessoas e empresas sobre a questão, jogando luz em um problema tão antigo quanto a própria humanidade.

A questão vai da produção ao consumo, atravessa toda a indústria e envolve a maioria dos consumidores. Tristram Stuart, um ex-fazendeiro britânico que pesquisou durante dez anos o desperdício por parte das empresas, falou sobre isso em uma palestra impressionante no TED. Ele mostra com dados e imagens o nível chocante de recursos usados e desperdiçados. 

Na busca por soluções, algumas iniciativas merecem destaque. O programa Mesa Brasil, do Serviço Social do Comércio (Sesc), por exemplo, recolhe alimentos de 630 empresas doadoras e distribui para 650 instituições. O Banco de Alimentos de São Paulo e do Rio de Janeiro, respectivamente da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) e da Central de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro (Ceasa-RJ), recolhem toneladas de alimentos nas empresas colaboradoras e distribuem para quem precisa.

Também envolvida no assunto, a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih) têm dois programas nesse sentido: o Cozinha Brasil, de reaproveitamento de alimentos; e o Vira Vida, que tira jovens da linha da marginalidade por meio de capacitação e emprego na cadeia hoteleira.

Outras dicas e ações podem ser conferidas no portal da campanha Pensar. Comer. Conservar. Diga não ao desperdício, organizada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O trabalho é dirigido especialmente aos consumidores, comerciantes e empresários dos setores da gastronomia e da hospedagem, mas vale para todo mundo.

 
 
 
 
12 de Março de 2013

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Como construir as marcas do futuro

Praticamente um ano depois da Rio+20, a cidade sedia, nos dias 8 e 9 de maio, a Conferência Internacional Sustainable Brands. Sucesso nos Estados Unidos há sete anos, o SB Rio 2013 vai abrir espaço para a conexão dos líderes das empresas brasileiras com uma imensa rede de mais de 50 mil profissionais de todo o mundo, que trabalham ativamente para criar modelos de negócios transformadores e estabelecer novos padrões de consumo. Não será um seminário apenas de marketing e tampouco mais um encontro que apresenta o tamanho dos desafios que temos pela frente. Será um evento para chacoalhar a goiabeira.

Os cerca de 70 palestrantes que se revezarão nas plenárias e painéis dos dois dias reunirão casos concretos de empresas que têm revolucionado seus negócios, construído formatos colaborativos com fornecedores e outros elos da cadeia, gerado inovação dentro e fora de seus muros. Vamos constatar que o empreendedorismo acontece nos mais diversos ambientes, de uma grande corporação a uma sala de aula, e que nosso mundo cada vez mais veloz e em rede amplia as oportunidades, especialmente, em uma economia ainda em formação como a brasileira.

E por que Sustainable Brands? Por que entendemos que as marcas do futuro serão aquelas que melhor entenderem o espírito do nosso tempo e atualizarem suas propostas de valor. E mais: “Acreditamos que as marcas têm a capacidade única de disseminar ideias por meio da discussão de novas tendências culturais e pela sugestão de soluções que poderão responder efetivamente às novas demandas da sociedade”, afirma KoAnn Skrzyniarz, fundadora do Sustainable Brands, que também realiza conferências em San Diego, Londres e Istambul.

O Sustainable Brands Rio 2013 é o primeiro de três eventos anuais que até 2015 construirão uma comunidade de líderes dedicados a desenvolver e explorar as novas fronteiras do conhecimento de negócios no Brasil. Essa rede já ganha corpo por meio da colaboração de parceiros, como Aberje, CEBDS, Instituto Ethos, Ethical Markets, GlobeScan, COPPE/UFRJ/SAGE, ESPM-Rio, Mercado Ético, EPEA Brasil,  Pipa, Cria, Eight Sustainability Plataform e Neurônio Sator.

 
 
 
 
12 de Março de 2013

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Unidos da Sustentabilidade

O Carnaval é época de festa e samba no pé, mas é preciso ser ruim da cabeça para não se preocupar com a quantidade de lixo gerado pela festa. O enredo, então, passa a ser o que fazer, por exemplo, com as 770 toneladas de lixo recolhidas nas vias públicas do Rio de Janeiro, nos cinco dias de festa, segundo o balanço divulgado pela Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro (Comlurb).

A solução é quase tão antiga quanto a ala das baianas: reciclagem, alternativa que une geração de renda e mitigação de impacto ambiental. E não têm faltado iniciativas para eliminar dificuldades e aumentar a eficiência dos projetos nessa área, como é o caso trabalho coordenado pelo Movimento Nacional dos Catadores de Recicláveis, em parceria com a Coca-Cola, Comlurb e a Liga das Escolas de Samba (Liesa), que eliminou os intermediários para aumentar a renda dos catadores. Sem a figura do atravessador, foi possível obter valores maiores para os 80 participantes do projeto: R$ 0,40 pelo quilo de PET e R$ 2 pelo quilo de latinhas de alumínio.

As escolas de samba capricharam no quesito fantasias: elas estimularam que os participantes dos desfiles devolvessem suas fantasias, após o fim dos desfiles, para que o material delas pudesse ser reaproveitado. A escola São Clemente, por exemplo, acredita que, das 3.200 fantasias utilizadas, 2.500 sejam devolvidas. A ideia é que, para cada 1.000 fantasias devolvidas, a escola tenha um retorno de R$ 200 mil. Já a Grande Rio paga R$ 30 pela devolução de cada uma das fantasias, também com o objetivo de reciclá-las.

Porém, a nota dez em inovação foi da Vila Isabel que, pela primeira vez, monitorou, com apoio da Fundação Espaço Eco, as emissões de carbono feitas durante o Carnaval, com o objetivo de compensá-las. Já no próximo mês, fazendas de São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Minas Gerais receberão a quantidade de mudas necessárias para neutralizar o CO2 emitido durante o desfile da campeã do carnaval carioca de 2013.

 
 
 
 
12 de Março de 2013

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Maravilha de cenário

Os moradores da mais antiga favela carioca como protagonistas da sua própria história. Essa é a proposta do trabalho do fotógrafo francês J.R., que fotografou, em 2008, moradores do Morro da Providência, no Centro do Rio, e “envelopou” várias casas e escadarias da comunidade com o rosto de mulheres, as “heroínas do morro”. Dois anos depois, o brasileiro Maurício Hora, parceiro de J.R, fez o mesmo com outros 200 habitantes, criando uma das mais surpreendentes e originais vistas da cidade.

O resultado ficou tão inspirador que a Report Sustentabilidade resolveu transformá-lo em decoração permanente de seu escritório no RJ. Veja na foto abaixo como ficou o resultado.

Para saber mais sobre o trabalho de J.R na Providência e o projeto “Women are heroes”, do qual a “exposição” na Providência faz parte, visite o site do artista.

 
 
 
 
12 de Março de 2013

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SB Rio põe líderes em rede global

KoAnn Skrzyniarz, fundadora do Sustainable Brands, falou ao Report News sobre as expectativas do evento que será realizado em maio, no Rio de Janeiro. Veja trechos da entrevista.

 

Qual é a dimensão e as principais conquistas da comunidade Sustainable Brands desde o seu surgimento, em 2007?
A Sustainable Brands tem crescido como uma comunidade global de agentes transformadores que acreditam que a solução para o planeta e seus habitantes está nos negócios. Em 2013, alcançaremos a marca de 400 mil empresários de mais de 50 países reunidos no sustainablebrands.com, e promoveremos o encontro presencial de 4 mil pessoas em nossos eventos globais, incluindo aí o SB Rio.

Quais são as expectativas para a conferência no Rio de Janeiro?
Espero que possamos reunir a mesma comunidade de empresários corajosos, otimistas, criativos e práticos que entendem os desafios da atualidade e estejam comprometidos em achar soluções como vemos nos Estados Unidos, na Europa e em outros lugares. Sabemos que os brasileiros são particularmente sensíveis ao entendimento dos sistemas naturais e à importância do espírito na nossa vida pessoal e profissional.  Estamos animados para descobrir as perspectivas dos empresários brasileiros sobre os desafios e possíveis soluções do mundo atual, e para compartilhar esse conhecimento e aprendizado com toda a comunidade global Sustainable Brands.

Qual a estratégia da comunidade global SB e como seus eventos ajudam a envolver os líderes empresariais na promoção de mudanças em direção aos negócios sustentáveis?
Primeiramente, ajudamos os líderes empresariais a entender amplamente o impacto negativo que os negócios e o consumismo podem exercer nos indivíduos, nas comunidades e no meio ambiente. Depois, procuramos mostrar que existem oportunidades de negócio disponíveis para reduzir efetivamente esse impacto negativo, enquanto as empresas continuam provendo à sociedade não somente a satisfação de suas necessidades básicas, mas também a opção de escolha, expressão pessoal e outras formas de satisfação. Também precisamos ajudá-los a criar uma efetiva e produtiva conversa interdisciplinar, tanto dentro das empresas quanto entre seus concorrentes e outros stakeholders, como governos e ONGs, para que as soluções sejam mais criativas, poderosas e rapidamente impactantes.

Quais os maiores desafios quando se fala em mudar a atual forma de fazer negócios para um novo modelo de desenvolvimento?
Antes de tudo, devemos desenvolver uma visão compartilhada de futuro que seja duplamente inspiradora e possível. Temos que reconstruir a confiança entre todas as partes do sistema econômico global, que são necessárias para transformar o mundo em direção a um futuro abundante. A confiança só é estabelecida com um comportamento autêntico e transparente, e acompanha a noção de que estamos todos juntos nessa jornada. Estamos empenhados em garantir o bem estar, e isso vai nos beneficiar no curto e longo prazo.

Como as marcas brasileiras podem contribuir para a construção de um futuro sustentável?
Há muito admiramos a Natura como um exemplo de marca líder que possa ser modelo para o mundo. Certamente há outras companhias no Brasil que também inovam e beneficiam o ambiental e o social. E, como costumo dizer, a cultura brasileira compreende o poder e o sagrado do espírito humano, talvez até de forma única. Isso é um tesouro global que queremos ajudar a exportar para outras partes do mundo. Vocês podem nos ajudar a resgatar aquilo que é o propósito de um negócio – oferecer benefícios à humanidade e não apenas o lucro. Assim que os ganhos se transformarem em uma medida correta do real valor que os negócios geram, em vez do objetivo, teremos chegado a um futuro em que nossas crianças se beneficiarão e serão inacreditavelmente gratas a nós. Essa é minha visão e meta!

 

 
 
 
 
12 de Março de 2013

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A coisa ficou russa

A Rússia, quem diria, ficou à frente do Brasil no ranking global de transparência orçamentária elaborado pela IBP (sigla em inglês para Parceria Internacional do Orçamento). Além dos russos, que historicamente apresentam péssimos resultados em índices de transparência e percepção da corrupção, também fomos ultrapassados pela República Tcheca e pela Eslovênia, o que significa que prestamos menos contas sobre o dinheiro gasto para fazer o país andar nos trilhos.

No geral, o Brasil aumentou sua pontuação de 71 para 73 (num total de cem) no Índice Orçamento Aberto, mas perdeu três posições no ranking geral, ficando na 12ª colocação. Para ser comparado aos países de pontuação mais alta (entre 81 e 100) e considerados mais transparentes em termos de divulgação orçamentária, precisamos publicar um documento chamado Revisão Semestral, que fornece uma visão geral dos efeitos do orçamento no ponto médio do seu exercício e discute alterações nos pressupostos econômicos que afetam as políticas do orçamento aprovado. O Chile e o Peru já publicam esta análise.

A pesquisa traz outras recomendações, como o avanço na participação da sociedade civil no ciclo da lei orçamentária federal. Cláudio Abramo, Diretor Executivo da ONG Transparência Brasil, comenta essa e outras questões: “Não gosto de rankings e acredito que a questão do orçamento participativo está relacionada à participação política, e não à abertura de dados e informações. De qualquer maneira, acredito que o país, em termos de execução orçamentária, fez progressos nos últimos anos. Tanto o governo federal quanto os estados, a partir da Lei de Acesso à Informação e outros instrumentos legais, foram pressionados a divulgar dados mais atualizados para que o cidadão ‘vigie’ o que é feito com o dinheiro. Mesmo assim, ainda há muito a ser desenvolvido localmente, especialmente quanto à divulgação orçamentária dos municípios e em mais da metade dos estados”.

Para ler o resumo do estudo em português, clique aqui.

 
 
 
 
12 de Março de 2013

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Inscrições abertas para o SB Rio 2013

Já estão abertas as inscrições para o Sustainable Brands Rio 2013. Resultado da parceria entre a Report e a organização Sustainable Life Media, a conferência internacional será realizada pela primeira vez no Brasil nos dias 8 e 9 de maio, na cidade do Rio de Janeiro. O formulário pode ser acessado aqui.

As inscrições antecipadas para o evento têm preços especiais. Há, ainda, descontos diferenciados para inscrições em grupo. Antecipe-se e garanta uma das vagas limitadas para os painéis e plenárias, que discutirão casos concretos de empresas que têm promovido transformações em eixos como comunicação de marca, economia verde, cadeia de suprimentos e inovação.

Em caso de dúvidas, entre em contato com a comissão organizadora do Sustainable Brands Brasil 2013 pelo e-mail [email protected]. Para mais informações sobre a programação, basta acessar www.reportsustentabilidade.com.br/sb.

 
 
 
 
11 de Março de 2013

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O plano é ter ação

A Report iniciou 2013 auxiliando a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) no diagnóstico de suas práticas de gestão da sustentabilidade – da governança à gestão de indicadores. O trabalho começou em 2012 e segue este ano com atividades que contemplam a análise da estratégia, o mapeamento de stakeholders, a definição de indicadores por negócio, a coleta e consolidação dos dados e um plano de recomendações.

O processo inclui ações em todo o Brasil e é acompanhado e avaliado periodicamente pelos membros do Conselho de Sustentabilidade da CSN. O diagnóstico da gestão da sustentabilidade nas unidades industriais da companhia envolveu questionários online com colaboradores e pontos focais em cada unidade, além de visita a 18 operações nos estados de Rondônia, Minas Gerais, Ceará, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Paraná e à sede corporativa da organização.

O trabalho possibilitou identificar desafios e boas práticas da companhia no campo socioambiental, além de mapear os principais públicos estratégicos e os impactos a eles associados. Ainda, contempla o desenvolvimento de uma ferramenta  para gerir os relacionamentos com estes stakeholders adaptada a cada negócio. As informações orientarão a elaboração dos planos de ação das unidades e a definição de uma base de indicadores capaz de auxiliar a gestão socioambiental da CSN.

 
 
 
 
8 de Março de 2013

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Report lança estudo de materialidade em inglês

Para permitir o acesso de mais organizações e parceiros a dados importantes sobre o contexto da sustentabilidade corporativa no País, a Report acaba de lançar a versão em inglês de “Materialidade no Brasil – Como as empresas relatam os temas relevantes”. O estudo, publicado em novembro de 2012, oferece um mapeamento inédito, baseado em mais de 190 relatórios e 98 processos de materialidade, que sinaliza as práticas das companhias à hora de definir e comunicar os aspectos prioritários de sua gestão.

Sete meses de pesquisa nos relatórios anuais do banco de dados da Global Reporting Initiative (GRI) e, também, de nossa base de clientes permitiram a identificação de algumas tendências e barreiras no cenário nacional: dos 98 relatos que incluíram o tema materialidade, por exemplo, apenas 17 contêm metas atreladas aos assuntos relevantes. Por outro lado, 65 indicaram que houve consulta a stakeholders ao longo do processo. A pesquisa ainda apresenta casos das empresas que apresentaram as práticas mais consistentes no universo analisado.

Com a versão em inglês, a Report espera poder contribuir para a rede global de conhecimentos sobre o relato da sustentabilidade, com experiências concretas e aprendizados recentes das companhias instaladas no Brasil.

Para acessar o estudo em inglês, clique aqui. A versão em português também pode ser baixada aqui.

 
 
 
 

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