30 de Agosto de 2013

Report: notícias

materialidade em 10 perguntas (parte 2)

Continuando nossa série sobre o que é materialidade, seguem mais respostas e perguntas fundamentais sobre o tema que está no centro das atenções da nova versão das diretrizes da GRI (leia a parte 1).

6)      Qual a metodologia recomendada pela GRI para a materialidade?

A GRI apresenta uma metodologia geral para o processo de relato, não para o processo de materialidade. A GRI, por exemplo, não diz quais stakeholders devem ser consultados e nem quais devem ser os meios de consulta utilizados. Essas definições devem ser feitas pela empresa, com ou sem apoio de consultoria externa.

7)     Qual a metodologia da Report para a materialidade?

A Report conciliou as recomendações da GRI e do Relato Integrado. Nossa metodologia está dividida em cinco fases:

  • Identificação – identificação dos principais públicos de interesse e análise de fontes internas e externas para levantamento dos principais temas para a organização.
  • Priorização – consulta de percepções dos públicos de interesse para priorizar os temas relevantes.
  • Análise – consolidação dos resultados.
  • Validação Estratégica – apresentação da análise dos resultados para decisão da empresa.
  • Avaliação do Processo – revisão do processo realizado com recomendações para a gestão, engajamento e relato dos temas materiais.

 

8)     Quais as principais diferenças entre a materialidade da GRI e a do Relato Integrado?

Para o Relato Integrado, os únicos stakeholders que importam são os provedores de capital e a materialidade é uma responsabilidade exclusiva da alta gestão. Para a GRI, a organização deve considerar um leque maior de stakeholders, não apenas os provedores de capital. Além disso, a GRI pede que o relato explique qual o papel da alta gestão no processo de definição dos tópicos materiais.

9)     Com que frequência deve ser realizado o processo de materialidade?

A GRI não determina um período. Já o Relato Integrado pede que o processo seja realizado anualmente, uma vez que se trata de uma decisão da alta gestão. Sugerimos que a organização conduza um processo robusto de materialidade e promova uma revisão anual com a alta gestão. O ciclo para rodar novamente um processo abrangente deve ser avaliado pela organização.

10) Mas por que, afinal de contas, minha empresa precisa da materialidade?

O processo de materialidade permite que a empresa identifique as questões consideradas críticas para o seu negócio. E permite que a alta gestão decida quais dessas questões são, na sua visão, realmente fundamentais para o sucesso. Isso significa fazer gestão estratégica, dedicando foco, esforço e orçamento para determinados tópicos e impactos. E fazer gestão é monitorar e estabelecer metas.