26 de Agosto de 2014

Report: notícias

estratégias em prol da economia verde

Atualmente, o sistema financeiro global movimenta cerca de US$ 225 trilhões por ano. Mas somente uma pequena parcela desse montante é usada no fomento à transição para uma economia verde e inclusiva, segundo cálculos do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep).

Para encontrar caminhos que possam mudar essa realidade, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) realizou o seminário "O Sistema Financeiro Nacional (SFN) e a Economia Verde" –  desdobramento de uma pesquisa mundial coordenada pelo Unep, com o objetivo de identificar iniciativas e oportunidades no âmbito do Sistema Financeiro Nacional capazes de acelerar a destinação de capitais de investimentos e de financiamentos para a economia verde.

Durante o evento, foram apresentados três estudos integrados, desenvolvidos em parceria entre a Febraban e o Centro de Estudos da Fundação Getúlio Vargas (GVCes): “Estágio atual do SNF na Economia Verde”, “Impactos e Políticas Públicas de Cunho Socioambiental no SNF” e “Visão Estratégica e Propostas para Biodiversidade, Energias Renováveis e Agronegócios”.

Os fundamentos desses estudos (disponíveis no site da Febraban para consulta a partir de 2/set) envolveram o Desenvolvimento Sustentável (DS) como pano de fundo para as discussões estratégicas para as análises setoriais. O binômio risco e retorno precisa estar ajustado – não deve haver trade-offs entre estabilidade financeira do sistema financeiro e a alocação de recursos para financiar a transição para o DS. Concluiu-se que o sistema financeiro gera bem público e é fundamental para o desenvolvimento de uma nação, assim como os papéis diferentes dos mercados e do estado, complementares na geração de bem-estar social. 

Além disso, foram abordados os limites ecológicos, que implicam riscos e oportunidades para as decisões econômicas, e a necessidade de se ter uma agenda integrada de desenvolvimento social no Brasil. Os estudos trazem os obstáculos, como o marco regulatório inadequado, para que haja mais fluxo de recursos, e as recomendações de ações que podem ser desenvolvidas.