6 de February de 2015

Report: notícias

SBio Recife discute experiências colaborativas nos negócios

Entender como a tecnologia cria os espaços para a exploração de oportunidades da economia colaborativa foi um dos principais propósitos do primeiro Seminário do Sustainable Brands Innovation Open (SBio), realizado na tarde de quinta-feira (5), como parte da programação do VII Recife Summer School, festival organizado pelo Porto Digital.

O SBIO Recife procurou atrair empreendedores ligados a esse importante polo de inovação para a segunda edição da competição de startups, cuja fase final acontecerá durante a conferência internacional Sustainable Brands Rio, organizada pela Report entre 25 e 27 de agosto. “Tivemos uma troca de ideias muito rica, em torno de um conteúdo excelente”, comentou Márcia Nejaim, Gerente executiva de Competitividade e Inovação da Apex Brasil, patrocinadora exclusiva do SBio e apresentadora da SB Rio 2015.

                                        

Primeiro tempo

O primeiro painel da tarde contextualizou a economia colaborativa e suas oportunidades para a geração de novos negócios para empresas de todos os portes – dos empreendimentos disruptivos que nascem a partir de uma ideia aos movimentos das grandes corporações, que buscam manter-se atualizadas às tendências de mercado. Luísa Rodrigues, da Benfeitoria, organização que, entre outras iniciativas, articulou o Festival de Wikinomia Reboot, no Rio de Janeiro, explicou como a evolução e o barateamento do custo da tecnologia abriram espaço para que pessoas com mesmos propósitos se conectassem e começassem a transformar a realidade. “Tendo como base o cuidado, a Wikinomia vai prosperar a partir da criatividade e da colaboração”, definiu.

Na sequência, Joana Sampaio, Gerente de Sustentabilidade do Porto Digital, mostrou como esse polo de inovação tecnológica permite a expansão de iniciativas colaborativas, como aconteceu com o projeto Porto Leve, que desenvolveu uma plataforma de base do modelo de compartilhamento de bicicletas e agora procura fazer o mesmo com carros elétricos. “Vivemos uma onda crowd que vai transformar o nosso jeito de viver”, disse.

Para completar, Murilo Ferraz, CEO e criador da Treebos, vencedora da primeira edição do SBIO, contou como tem empreendido e conseguido levar seu sonho para a Europa e os Estados Unidos. “Com o apoio de plataformas como o Desafio Brasil, o Sustainable Brands e a Apex Brasil, tenho conseguido estabelecer as conexões que preciso para refinar e impulsionar meu negócio”, afirmou ele, que criou um modelo de produção sustentável e compartilhada de frutas.

                             

Segundo tempo

O foco foram as oportunidades em mobilidade, grande questão do mundo moderno, especialmente dos centros urbanos e que impacta em todas as dimensões da vida em sociedade. Guilherme Telles, diretor-geral da Uber em São Paulo, empresa de tecnologia presente em 51 países e em mais de 250 cidades no mundo, contou o desafio de implantar no Brasil um novo serviço de conexão de passageiros com motoristas profissionais: “Temos que nos fazer explicar, mostrar os benefícios de qualidade para os usuários e para os motoristas e também localizar bons profissionais para trabalhar conosco e expandir nossa atuação.”

Já Pedro Palhares, Country Manager da Moovit, de origem israelense, trouxe a dificuldade de conectar informações da iniciativa privada e do poder público. “Somos o Waze do transporte público e precisamos conectar as informações e colocar a serviço dos usuários, mas encontramos grande resistência e enorme defasagem tecnológica dos operadores", explicou. “Hoje, nossos usuários já mapearam informações que muitas administrações públicas ao redor do mundo não dispõem”.

Por fim, André Marim apresentou como tem sido empreender a Fleety, primeira iniciativa de compartilhamento de carros próprios da América do Sul, ao estilo do Airbnb. “Toda inovação precisa de muito convencimento e de estudo para se encontrar o espaço de atuação, especialmente na questão legal e tributária. No nosso caso, ainda trabalhamos intensamente para chamar a atenção das seguradoras para essa nova realidade”. Todos concordam que a mobilidade tem se mostrado um grande espaço para o surgimento de soluções colaborativas, que, com suporte das tecnologias de informação, exploram os recursos da conectividade e do big data.